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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Você, a milagrosa receita de bolo


Existem perguntas simples, mas muito simples, que todo mundo acha que sabe, mas na hora de responder... Exemplo disso é uma pergunta que pertuba a mente de diversos filósofos, jurístas, religiosos, cientistas, médicos e afins: "Quando a Vida começa, e quando ela termina?" Eu não pretendo responder a este questionamento, mas quero refletir nesta questão interessante. Primeiro, quero mostrar-vos do que sois feitos. Peguem papel e caneta que vai começar a "receita de bolo". Para fazer um indivíduo igual a você, basta ter:

38,5 litros de água (55%)

16 quilos de carbono (23%)

580 gramas de fósforo (0,83%)

2,22 litros de nitrogênio (2,6%)

140 gramas de enxofre (0,2%)

195 gramas de cloro e sódio (0,27%)

140 gramas de potássio (0,2%)

6 gramas de metais, como ferro, zinco, cobre... (0,0009%)

Custo total da receita: R$ 150,00.
Tempo de preparo: Nove meses.

Pensou que seria fácil?! Por incrível que pareça, nós somos feitos de tudo isso, e eu pergunto: "Como fazer para tudo isso aí virar gente?" Não sei, mas sou levado a reconhecer o quanto a vida é um milagre, pois, explicar como surgiu o Sol, as galáxias, os planetas é simples... mas, e explicar você querido (a) leitor (a)? Este é a grande questão a se refletir!
Tanto a ciência quanto a religião concordam numa coisa: Somos pó [da terra, segundo a Bíblia, ou das estrelas, segundo a ciência]. Na Bíblia, encontra-se a clássica história que Deus nos fez a partir do pó da terra [no caso, solo], já algumas teorias científicas sugerem que as moléculas orgânicas que constituem a vida foram expelidas do Sol ao espaço, e a parte que caiu no nosso planeta, "milagrosamente", se tornou viva [assistam a série Cosmos de Carl Sagan, mais especificamente no episódio "As Origens da Vida", ou leiam Gênesis 1 para melhores informações].
O que tento propor aqui não é [mais] uma tentativa frustrada de unir fé e ciência. Na verdade o que há de tão interessante aqui é o quanto nós estamos em sintonia com o restante do Universo [sem querer ser esotérico, longe de mim]. Se somos "poeira das estrelas" ou "pó da terra", vai de cada um, mas uma coisa é notável: Somos feitos das mesmas coisas que o ambiente ao nosso redor, como as aves, os peixes, os insetos que pisamos, os animais que matamos, as árvores que cortamos... somos feitos do mesmo solo que pisamos e que dá origem à flora, que ao mesmo tempo mantém a fauna num perfeito ciclo de dependência e cuidado, ou fomos criados a partir da matéria fundida no ventre da nossa grande estrela a partir do mesmo hidrogênio que compõe tantas galáxias, que nos seus interiores abrigam estrelas, planetas, e quem sabe mundos por nós desconhecido... pense que se houve o Big Bang [grande explosão que teoricamente deu origem ao Universo], todos nós e tudo o que há no Universo estavam comprimidos num espaço extremamente quente e denso [singularidade], aquilo que viria a ser cada um de nós, as estrelas que vemos no céu, a pessoa que amamos, o computador que você está usando, a comida que você comeu... tudo, absolutamente tudo, estava unido, em um mesmo "ponto", sendo um só. Eu sei, isso é complexo! Mas se você não entender nada de ciência, não se angustie, o que quero dizer é: Nós estamos ligados a toda a vida [ou não] que existe a nossa volta.
De tudo o que existe, fomos os únicos a desenvolver a racionalidade e a imanência ["incapacidade! de se aceitar a finitude da vida]. Isso, na minha opinião,faz com que "dominemos" sobre as outras espécies a nossa volta. Isso significa que somos responsáveis por cada um dos seres que existem à nossa volta [incluindo nosso próximo]. Devemos aceitar a possibilidade lógica de que se ferirmos o nosso ambiente, feriremos uma parte de nós, se fazermos mal ao nosso próximo, faremos mal a nós... A vida é tão rara e especial, tanto que nunca encontramos vida fora da Terra, e tão difícil de explicar entender ou até mesmo definir... Como fazer com que tudo aquilo que apresentei vire você? Não sei [como já disse], mas afirmo: Dê valor a sua vida, ao seu próximo, à sociedade, aos pequeninos ou grandes seres, ao mundo como um todo... Esta é a nossa casa, e talvez ela seja única no Universo.

Dedico este texto a Deus, a Darwin, a Moisés e a Carl Sagan por terem dedicado as suas vidas pela busca da Verdade.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Falsidade em nome de um mundo melhor!!! [Escrito por um sincero]


Uma dose de hipocrisia?! Sim senhor!!!

Uma das caracteristicas que as pessoas mais detestam umas nas outras é a hipocrisia ["carinhosamente" chamada de falsidade], Eu, como qualquer pessoa normal, também não gosto de gente falsa. Porém, se tem um tipo de pessoa que eu, e não somente eu, detesto, são as extremamente sinceras [não odeio a sinceridade, eu repudio a sinceridade extrema]. Eu estive pensando no que seria do mundo se não fosse a hipocrisia... e cheguei a fatídica conclusão: O mundo provavelmente seria pior, e nós (sinceros ou não), de uma maneira ou de outra apreciamos a falsidade. E é esta conclusão eu vos apresentarei com toda a sinceridade do mundo.
Imagine-se num mundo totalmente sincero: As pessoas que dizem gostar de você, seguramente gostam mesmo; os vendedores de lojas responderiam todas as suas perguntas sobre os produtos [este vestido me deixa gorda? As garotas realmente gostam de caras que usam esta calça laranja?]; você se sentiria na liberdade de só chamar gente que você gosta para as suas festas, os professores diriam que não sabem responder a pergunta, ao invés de passarem uma aula inteira enrolando para parecer que esta a responder a tua pergunta; os pastores falariam de Jesus genuinamente.... e assim por diante. Parece maravilhoso, mas agora, imagine-se neste mesmo mundo, mas em situações não muito diferentes: Você [mulher, garota] vai comprar um vestido e pergunta para a vendedora se a vestimenta te deixa gorda, ela responde que sim, você sai triste, e ela vai vender menos, pois quase todas as mulheres fazem este tipo de pergunta, vai ganhar menos no final do mês, não vai conseguir pagar a conta de luz, e o filho dela, vai chorar com medo do escuro. Isso parece bom para você meu caro leitor? Para mim não! Mas tem mais um exemplo: Você [homem, garoto] vai falar com aquela menina, que você olha a foto todos os dias no Orkut, fala no MSN, acorda e dorme pensando... pois bem, você se declara e... se fosse no mundo em que vivemos [cheio de gente falsa], ela diria: "Você é como um irmão para mim", "eu te amo como amigo", "eu não sou boa o suficiente para você"... [quem nunca ouviu isso? Eu nunca ouvi!!!] Mas lembremos que estamos [hipoteticamente], no mundo da sinceridade, e ela pode dizer um maravilhoso sim, ou: "Você é feio", "Eu amo o seu amigo", "você é pobre", "eu pego a sua irmã" [não escrevi errado, as coisas são duras no mundo real], e por aí vai... pense no índice de suicídios, de depressivos, de crimes passionais, de irmãs lésbicas espancadas... seria uma catástrofe!!! Ainda bem que o mundo tem "um pouco" de hipocrisia.
A "falsidade" alimenta relacionamentos "amorosos", pois é preciso falar um "eu te amo" às vezes, por mais, que não experimentemos do verdadeiro e puro amor, devemos, no mínimo, demonstrar carinho por quem queremos bem [e para nós, amando ou não]. Mas por favor, lembrem-se, amor se demonstra com ações. Um pouco de hipocrisia não faz mal quando você precisa dar esperança para alguem, mesmo quando nem você tem esperança.
Leitores e leitoras, eu sinceramente vos aconselho a usarem moderadamente a falsidade. Não saiam falando que a espinha na testa da sua amiga parece um segundo cérebro, ou que a namorada do seu melhor amigo é gostosa... Não é usar a falsidade por interesses egoístas, mas sim autruístas. Não é saber tirar proveito da sociedade, mentir para extrair o máximo que puder de alguem, e sim, saber viver em sociedade, saber falar a coisa certa na hora certa, resumindo, é ser o "animal político" que Aristóteles falava! A verdade é um dom supremo, mas dói quando usada irresponsavelmente, e as vezes até mata [a esperança e até mesmo o corpo], quando usada para o mal. Que nossas palavras e atitudes visem a elevação do nosso espírito, de nossos amados e de nossa sociedade [de preferência, com a verdade ou o silêncio].

sábado, 25 de junho de 2011

Sorria, a felicidade não existe!!!

Gosto muito de ciência, e um dia desses eu estava lendo uma revista que falava sobre alguns mistérios da ciência, e tamanha foi a minha surpresa quando vi a Felicidade entre um destes "mistérios". Isto não me deixou muito "feliz", e com o tempo eu comecei a pensar: "A Felicidade existe?" Cheguei então a conclusão que não, e que eu seria mais "feliz" acreditando nisso. Você achou isto muito paradoxal? Então eu explico.
Primeiro, quero definir qual é a nossa noção de felicidade. Para nós, a Felicidade completa está em se ter tudo o que se deseja, como se deseja, sem consequências por nossas escolhas e perpétuamente. Nós podemos julgar por Felicidade a obtenção de riqueza, amor, poder, paz, prazer, conforto e qualquer outra coisa que possa passar por nossa cabeça. Por mais autruistas que possamos ser a nossa noção de Felicidade está intimamente ligada à satisfação nosso ego.
Gostaria que todos que lessem este meu humilde ensaio pudessem se opor a mim dizendo: "A Felicidade existe, e eu a tenho!" Em resposta a esta ingênua afirmação eu proponho o seguinte exemplo: Um paleontólogo está em uma escavação num lugar qualquer do mundo, e de repente ele encontra algo, muito semelhante a uma pedra. Porém, após um tempo de exame, ele constata que aquilo se trata de um pedaço do crânio de um Australopithecus (extinto há milhões de anos). Mesmo não encontrando outros fósseis pertencentes ao espécime (que já não existe), o cientista pôde saber do que se tratava aquele osso, e ficou satisfeito com isso.
Assim meus queridos é a situação de quem se acha feliz. Estes são como o paleontólogo, que procuram algo que não existe (a Felicidade no caso destas pessoas), e quando acham um pedaço que seja desse "Australopithecus", logo se sentem felizes e satisfeitas como se estivessem encontrado o "bicho" andando por aí vivo. As pessoas não têm a felicidade, e sim apenas fragmentos dela, pois esta mesma não existe.
Agora, imaginemos se nós conquistássemos todos os nossos objetivos (que outrora imaginamos ser o melhor para a nossa Felicidade). Já pensou se você tivesse começado a namorar aquele (a) garoto (a) que, após melhor exame você percebeu que ele (a) não era nada do que tu esperavas? Seria como encontrar o tão sonhado "Australopithecus" e sermos agredidos por ele. Pense no dano que o mundo sofreria se Hitler tivesse sido "feliz" em seus planos...
Proponho uma libertação desta "ditadura da Felicidade", que nos torna dependentes de algo inatingível. Não é errado não ter tudo o que se deseja. Uma dose de frustração eleva o nosso caráter, nos torna melhores. Não se abstenha de buscar a felicidade, pois é nossa obrigação busca-la, tornar a vida suportável, melhor. Isso nos move para continuarmos lutando, vivendo, perdendo, vencendo... Então se você não tem tudo o que sonha, sorria, pois isso é o melhor pra você.